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Androides Não Choram (Portuguese Edition)

by mauro judice on 2018-02-20

capa: Adriana adri.tod@hotmail.com

Nesta segunda edição revisada e ampliada (o autor não recomenda a leitura da primeira edição), os androides povoam o planeta Terra. Seus criadores, os humanos, não mais existem. Muito evoluídos espiritualmente, desprezaram sua avançada tecnologia e não se salvaram do Grande Dilúvio. Mas por quê? Indagavam-se os androides. Os humanos eram um grande enigma para os novos senhores do planeta que construíram uma sociedade perfeita, sem desigualdades e com abastança para todos. E eram imortais! Sim, todos os órgãos de seus corpos podiam ser regenerados. No entanto, por influência da última humana remanescente na Terra, ressurgiu o antigo credo humano, o cristianismo, o que flagrava certa insatisfação dos androides por sua sociedade indefectível. A mulher, porém, não professava o credo e apenas influenciava os androides pelo impacto de sua personalidade doce e amorosa. Contudo, os dirigentes do planeta viram no retorno dos princípios humanos uma ameaça à sua civilização. Não haviam seus criadores negado toda a tecnologia? E os androides não eram eles próprios a tecnologia? Assim, importava acabar com o advento cristão. Era preciso eliminar a humana. Aldoo, o perseguidor dos novos cristãos androides foi implacável. Praticamente, os dizimava, quando o destino o fez privar da companhia da misteriosa humana... Mas ele, o grande Aldoo, o mais audacioso e brilhante representante da genial raça androide, não iria sucumbir à doçura e espiritualidade da mulher. Aliás, não conseguia entender porque os outros androides ficaram impressionados com ela, a quem considerava a personalidade mais simplória e subserviente que havia conhecido, a despeito de ser meiga, corajosa, sensível, transcendente... E, surpreso, percebeu que escondia fina inteligência atrás de sua modéstia e objetividade. Ele, porém, não cederia a seu charme misterioso e imponderável. Ah, não! Não cairia no halo de paz interior que ela parecia exalar, apesar de ele nunca ter encontrado paz em seu íntimo ansioso, algo insatisfeito. Iria executá-la de pronto e sem hesitar. Ah, ia! Se adiava a execução pela segunda vez era porque esperava o momento certo, o momento preciso...

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